Bem vindos!

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Desconfio ser um pouco bicho.
Na minha infância, na brejeirice da menina do interior, eu queria ser  mãe dos animais.

Enquanto as meninas brincavam de bonecas, eu criava pássaros, tatus, cabritos, tudo que me chegava as mãos, na maioria rejeitados, abandonados, ou perdidos.






Minha madrinha e meu pai, que sabiam do meu fascínio pelos bichos, sempre que encontravam, me davam como presente.


Por vezes, quando encontrava cobras, as deixava ir, passava por cima dos meus pés e seguia, sem me feri, nunca um bicho daqueles me machucava.





Puxa, como aquelas criaturas me faziam feliz.

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Ainda hoje, meus animais me olham nos olhos, e são extremamente carinhosos.





 Confiam, se deixam pegar, acariciar...

Tocar, sem palavras, me entendem...



As vezes tanto falo com os humanos, que me canso,
                      e não me entendem...






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Incompreensões.

Sei quem sou
nem sei quem és
nem tão
nem menos
não me queres entender?
Nem compreendo você.
Faço parte dum todo
e não pertenço a nada.
Sou o que sou
despercebida
e não encontrada.
Sou as vezes mulher
e noutro bicho me acho
se sou bicho também?
Explica-se sem razão
a intuição
a não compreensão do que sou.
No racional coração que me mata
ignora a dor e abate...
Diz que sou nada.
Sou vida!
Bicho, mata, natureza.
Sou Mulher!
Choro, sangro, gero e crio.
Sou amor!
Sensibilidade, leite e flor.
Nada sou?
  Sou coração!
Onde a natureza reconhece
o amor.
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sou: valquíria


7 comentários:

M. disse...

Jo o disse: os animais são um excelente meio de aferição do valor das pessoas:)

OceanoAzul.Sonhos disse...

Valquíria com um coração e uma sensibilidade enormes.
Um grande bem haja.
um abraço
oa.s

Josinete Beatriz disse...

Val, achei linda esta tua revelação! Sabia que os animais mesmo os mais brutos, nunca perdem sua originalidade? Você já ouviu falar que um gato se desgatiza?( Nunca!) Já percebeu que vez em quando sabemos de alguma notícia de humanos desumanizados?(Sim... está se tornando uma rotina...
Amiga, parabéns por gostar tanto de bichinhos... eu também! Mas não devemos perder a esperança de que um dia a humanidade despertará para a criação de um mundo novo de paz e igualdade para todos! Com carinho, Josi

manuel marques disse...

És menina e mel
mulher menina
á flor da pele
és sonho és vida
meu doce amar
és poesia
mulher menina
luz do luar...

Beijo.

Ingrid disse...

"quanto mais conheço os homens mais amo meu cachorro"
quem disse isso?.. ou algo semelhante..
perfeito post querida Valquíria.
beijos...

angela disse...

Também me sinto assim meio bicho e tenho certeza que sou e esta certeza tive quando tive minha filha e depois amamentei como qualquer mamífero. Claro que não sou só bicho tenho a cultura a palavra as angustias que nos distanciam dos bichos que só são bichos, mas sou bico também.
beijos

Anônimo disse...

Tributo.

A fórmula do mundo, quase sempre mais facilitada para os homens do que para as mulheres, abriu uma excepção.

São elas, que sangram todos os meses durante a idade adulta, que envelhecem mais depressa do que os homens, que carregam os filhos na barriga, que os alimentam com o seu leite, que lhes mudam quase todas as fraldas e que se levantam quase todas as noites para lhes pôr a chucha apesar de também terem reuniões importantes no dia seguinte, que não raro sofrem da síndrome pré-menstrual e dos efeitos secundários da menopausa, que vivem mais preocupadas com a sua aparência do que seria saudável, que precisam de ir ao cabeleireiro e à depilação e à manicure com frequência, que enfrentam a aproximação de cada Verão com planos de dietas e de ginástica, que se desdobram diariamente em mães, profissionais, mulheres e fadas do lar sem prémio no final do ano.

Tudo isto tem de enfrentar, e o chamado período refractário que nos homens também se pode transformar num problema delicado; que vai diminuindo à mesma velocidade que uma paixão se desvanece.

A primeira regra da paixão é a urgência. Se a primeira se esfuma, a segunda desaparece.

O desejo, que está em tudo aquilo que não se possui, morre depressa.

Mário