Bem vindos!

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Mensagens


Assim como a noite nos esconde para descanso, a chuva vem como pausa... tempo de espera... tempo de repor-se... energias que precisam serem recarregadas... sementes que precisam germinar na umidade talvez d'uma lágria ou d'um silêncio.

A espera do sol nem sempre é agradável, podemos forçar asas pra sair do casulo, mas não é certo... qualquer deslize pode romper suas suaves linhas e nunca mais haver voos... Reter a ansiedade e firma a esperança na fé... Espere o tempo e as nuvens dissiparem pra sorrir.

Sabendo que nenhuma pessoa ou situação pode reter-se ante à vontade de Deus e seus desígnios, assim como não podemos segurar o sol pra que nunca anoiteça, ou a lua pra que não amanheça, o que tiver de ser será dentro da vontade do altíssimo.

Valquíria Calado.

CHOVIA


Chovia doce no sal de minhas lágrimas
Eu somente compassava meus soluços
entre o tilintar e o uivo dos ventos. 

Chovia tanto em mim que já não distinguia o rio do mar
tudo era águas arrasadoras que demoliam sonhos
estes últimos já sem de subsistir.

Aos poucos senti que eras e limos cresciam, 
 grudavam, aderiam ao corpo como se dele pertecessem
 na umidade de tantas águas passadas, assim o foi...

Meus olhar mesmo escondido do mundo exterior, não podia 
esconder-se de mim, eu, pobre eu, não ousava reconhecer-me
Não consegui destino navegante, afundei.

Naufraga, esquecida sob águas profundas com longas distâncias, submergidas ali onde eu descansaria da árdua tarefa de rabiscar sonhos 
onde nada nem ninguém poderá iludir-me com luzeiros ilusórios, descansarei. 

Não estarei só, terei lembranças de realidades irreais que somente poetas
sonhadores de muitos mundos, viajantes alados  das mais estupendas emoções bravamente aventurou-se. 
Conquistei sim com coragem o meu amor maior, eu mesma!

Valquíria Calado.


A bíblia não diz, eu digo.
...
A principio de tudo quando Deus criou os anjos
penso eu que lhes que reservou um...
esse tinha dons e sentimentos especiais

Diferenciava-se por abnegação e resistência
era paciente e bondoso, 
doava-se em amor e piedade,
não importava-se em sacrificar-se

Tinha graça, leveza e mansidão...
os dons espirituais lhes eram por vestiduras

Adornava-se de sorrisos enquanto escondia lágrimas
pois se Deus assim o fizera o amor transbordou deste ser.

Deus por parceria o escolhera cooperador da obra
e até mediador entre irmãos...
quem poderia supor,
naquele frágil anjo tinha o aperfeiçoamento do poder do Pai?! 

Em comprimento de palavra
(2 corintios 12:9)

{E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.}

Então cada anjo tomou seu lugar no templo celeste
mas aquele em especial, resolveu Deus,(ainda pensando eu)
dar-lhe forma física e presenteou a Adão, ai está a parceira, contempla, é graça e vida.

Tirada de Mim teu Deus o dom de gerar vidas, amar, doar-se e perdoar.
Ela, sim pois as asas tirei para que ande do teu lado e assim possa alegrar-te.

Sejam um, adicione teu coração, pois somente assim haverá multiplicação.
A está será dado o nome de mãe!

Penso ainda que o Senhor sorriu e descansou.

Mãe é abraço, seiva de amor que nutre e momentos eternos.
Que sempre possamos sentir o amor acender mesmo em lágrimas de saudades
Com regozijo de gratidão por tudo o que fomos, somos e seremos seja pra glória do Senhor.

Valquíria Calado.



Ele chega
com fortes ventos
ressequindo feridas...
Lá onde a seiva  sangrava
e a vida esvaia-se
não havia flores nem frutos.
O passado tinha primaveras desbotadas...
Ele veio na luz da esperança
no aconchego das palavras
que tudo formou.
Seus olhos foram esmeraldas
que habitou meu imaginário
profundo como o mar
onde esconde-se meus desejos.
Seu sorriso é como a luz do sol nas manhãs
escondendo-se nas nuvens que promete chuvas temporãs.
Como são ansiados teus momentos de refrigério...
Vem e colore meus dias com encanto crepuscular
beije-me a face como esse sol, que tento segurar
nos dias dos dias e guia-lo eternizando esse amor.

Valquíria Calado

VIVA


Eu.
Sim é de mim que falo.

Tantas vezes fui amor
Fluí, jorrei, encandeci 

Foram eras era como se fosse
sem ter sido...

Estou outra vez amando
como todas as outras vezes.

Mas em uma só mão, dou-me 
sem esperar constituir-se, dou-me!

É imenso o amar assim como o amar, meu mergulhar
é inteira nessa profundeza desconhecida.  

Ora amigo, irmão de comunhão
ou  descompasso de união, és como sou.

Um olhar, mais outro num sorriso, a confissão 
de um sentir destemido gerando o revelar constrangido.

Sim, sou eu, e já não dorme a ternura, acordou com a revoada
de pássaros que ganhou alturas e pousa nas estrelas à cantar.

Ainda viva, liberto os sonhos e contemplo seu emaranhar 
nas auroras resplandecendo a esperança

E já não importa se a teia sustenta o peso de amar
ainda posso fechar meus olhos e vislumbrar o realizar.

Valquíria Calado





Todas as vezes que vislumbrei a dança cintilante das auroras, eu cria!

Acreditava nas nuances como se a esperança reluzente me acenasse, 
ei cá estou!

Mas tantas vezes os acenos eram despedidas que apagava sonhos 
e borrava esperanças.

Já nem sei quantas vezes baixei à cabeça ou desviei o olhar, 
só pra disfarçar a tristeza...

E lá vinha outra noite que me envolvia nos cobertores do cansaço 
e ninava-me... dorme.

Em quantas madrugadas, ainda acesas as estrelas, 
sorria o luar e lá ia eu a janela... 

Saudava tristonha a brisa fria que beijava minha face.

No dia seguinte me perguntava onde fora os sonhos de ontem?

Se foi realidade desistiram... Melhor crer nos sonhos dissolutos.

Valquíria Calado.
(10-01-18 =23:22)

Proporções das águas

São linhas úmidas essas que deslizam meu sentir
como expressa-se um rio, se em sua profundidade
esconde-se um mar, se tudo segue na direção contraria
...se sua águas doces se perdem entre o sal.
Momentos assim nenhuma palavra diz a exatidão...
Meus devaneios navegam por paisagens distantes
intocáveis caminhos para uns, percorridos por mim
Como se deixar ir, levada por ondas
assim como as algas, desprendidas
soltas nas correntezas das mares
Vindas para morrer ao sol, seca, e só...
Também as estrelas, estampavam o céu
morrendo ainda levam nome de super nova
mas incoerente é seu brilho ficar, rastro de amor...
Impossibilidades são gestos inúteis
correr atrás do vento, reter a primavera
paralisar o mar, buscar estrelas para te coroar
Confidenciar a lua esse gesto de amar
e dizer ao sol pra não acordar
só para ter uma noite de amor a se prolongar.
Tentar achar a formula de um amor perfeito
dum amor eterno, da paixão douradora
... e como direcionar as auroras boreais ao meu leito...
Viver o que manda meu coração sem a tua permissão
é condenação, luto de mim...
.
valquíria calado

 
"Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos

Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida."

Fernando Pessoa
Do mar...só gotas de sal 

Num chover de emoções
um tilintar teimoso 
encharcando pensamentos 

Obstinados sentimentos 
ressentidos por silêncios 
incompreendidos 

São exclamações incessantes... gotejantes
ensurdecedoras como um sino 
açoitando o tímpano a incomodar 

Perguntas repetitivas, incoerentes
sufocando a compreensão 
como? porque? onde? ondas do mar 

Condensantes ventos já vapores salgados
em ardentes lembranças devasta a mansidão 
nos meu pés ondas cavam, perco o equilíbrio... 

Do mar
só gotas de sal 
em mim. 

Valquíria Calado



SENTIMENTOS EMBALADOS

Há um mover de emoções que não se pode ver
Há um tempo e espaço intocável!
Lá cá ,cá lá, em ondas cibernéticas
Luz de ecrã, sombras que ocultam mas sensibilizam...
Leis que infringimos, crimes que expomos.
Gemidos surdos de prazeres e dores,
e minha ou sua, se noite ou dia, se fome... saciados!
Há translucidez das águas mesmo que profundas
lá e cá, na superfície do viver, no naufrágio do existir...
Há luzes que transpõem e ultrapassam limites, fronteiras...
Vindo da conspiração cósmica, atendem à apelos
de almas que se rendem ao bem querer, bem amar.
No mar, na sua imensidão que reflete estrelas...
Desejando fundir-se, integrar-se numa nova formação,
como gerar luz num berço estelar, é assim o desejo de amar.
.
Valquíria Calado.




Chegado

de um ontem sonhado 
tão hoje, presente do momento! 
Sonhado amor que incertamente acerta... 
Nas medidas escondidas do querer 
Hoje somos eu e você 
Borboleteando, 
ofuscando as impossibilidades. 
Magma de amor 
fervor da paixão 
Sem temor a razão embriagada 
entorna-se desse cálice. 
Então mais um brinde ao amor! 
Da deusa, entrega da chama sagrada 
Ao templo de luz, em fulgor merecedor 
o sagrado louvor, reverenciando-se doou...  

Valquíria Calado

MEU O PENSAR...


Por tantas vezes me enganei dizendo não mais chorar
Ali sentada, esquecida ao luar,
exposta ao vento frio que sacudia meu peito
estava eu só, tão só, orvalhada.

Meus próprios espinhos me rasgavam
Eram sonhos e projetos que nunca floriram.
Era eu, descrendo em mim, largando-me ao vento
Ao labor da correnteza da vida, 
esperando que Deus por piedade concedesse-me o porto seguro.

Valquíria Calado

*Pois eu sei em quem tenho crido, sei que Ele é capaz de fazer além dos meus sonhos.




Meu Sentir Orvalhado

Me encanta olhar a flor orvalhada
Tem um perfume úmido
que lembra lágrima...

E sendo dia de sol, quente...
Tem odor no ar, como suor do calor...
Adoro sentir a relva molhada nos pés;
Sinto como se
minhas raízes aprofunda-se-se...

Oh que delícia sentir fecunda!
Somente, e unicamente deixando-se
orvalhar-se como a flor.
.

Valquíria Calado.




Insanamente o viver é ato de coragem e ousadia.
Num  dia somos o que se é... 
Noutro temos o direito de mudar,
se tivermos coragem e ousadia de viver 
os sonhos tão desenhados!

Podemos sim, temos direitos e permissões
Tempo... Em tempos em tempos crescem 
unhas e pelos, rugas e calos...
Brotam lágrimas e sorrisos,
labores e triunfos;
Sempre e em todo tempo que tenhamos do tempo...

Sendo só, ou não, assim como os brotos das roseiras
e o despertar das manhãs, os sonhos renascem...
Acordam o viver pra vivermos integralmente à vida!
Não sei se por sorte, predestinação ou por insistência, sei que 
para os corajosos e destemidos o sol aquece em sorrisos os dias, 
mesmo que muitas vezes regados por lágrimas.

O que temos de fazer é somente e tão somente usufruir
de todas as situações, pois em  todas há lições.
Tanto no semear, regar e colher,
nessa ou naquela sempre podemos cantar e sorrir;
Isso depende do modo natural e generoso 
que absorvemos o viver.

Valquíria Calado.
Se faz preciso um tempo meu



Se faz preciso um mergulhar
introspectivo nas minhas razões.
Na turves de muitas águas profundas...
Buscando encontrar respostas convincentes
Clarividências do sentir e alívio para muitas dores.
Descubro que nos muitos elos de uma corrente
se faz a força, na ruptura a fraqueza.
Então mergulho, fundo e mais profundo no sentir...
Nos barrancos da incompreensão encalho...
São arrastadas minhas correntes no corredor dos sonhos,
assombrando-me à visão realista na minha frente.
É preciso retornar a tona e respirar o ar da liberdade,
é fundamentalmente necessário nadar na direção do farol,
atracar em segurança na paz,
descansando na elevação do amor!

Então pós emergir, sorrir!!


Valquíria Calado

Flutuo ao seu lado, envolto nesse amor que vem de longe,
 de um tempo que nem sei.

Dou por inteiro, deixo que me leve, mergulho por inteiro em teu "ser" e a cada suspiro seu, me desfaço em teus braços, como é lindo amar você.

Somos assim, sem hora marcada, tempo incerto, chuva de verão.

Você em mim, eu, menino errante, contando as horas,

não querendo de seus olhos sair.

Meu peito teu abrigo, me embriago ao vê-la nele dormir.

Te amo, sem meio, sem fim.

Que passem as horas, me leve o tempo pra onde quiser, nosso amor não é daqui.

Não, não é daqui. Você, pelo tempo afora, dentro de mim.

Autor
Ademir de O. Lima

Lua


Tu sabes quantas vezes te busquei?

Tu estavas lá indiferente ao meu sentir...

Todos os momentos que esperei teu surgimento
distraída entre nuvens, absorvida por estrelas nem me percebia...

Mas encantada com tua luz, estasiada com teu esplendor
eu procurava uma forma de te tocar, 
te manter acessa dentro de mim.

Entre tua idas e vindas, em fases em fases, eu fazia tudo e corria
entre meus dias esperando tuas noites, só pra banhar-me em ti...

Nenhuma espera me cansou, nem perdi nelas meu sentir...

Prendi o fôlego ao tocar-te, esperançosa de ter-te alcançado.

Sinto-me com asas de luz, 
com elas te abraço e rodopio entre as novas,
numa cama cósmica onde nasce, morre e renasce estrelas de amor!!

Valquíria Calado.

Desperdícios



Sentimentos desperdiçados, como se não fossem de importância
Já diluí-se em lamas densas o que se sente...

Desperdícios de palavras melosas, de projetos  abortados,
de tudo que poderia  ter existido mas escorreu...

Desperdiçar assim o viver não é de grandeza corajosa,
nem se sabedoria fundada na experiência suprema.

Tolice deixa-se levar pela correnteza impetuosa das emoções devastadoras,
desperdiçar sonhos é deixar de labuzar-se no mel com medo das abelhas.

E tão pouco faltou para se mergulhar na plenitude das auroras,
era só esquecer o medo e deixa-se levar na cintilação das espumas matinais.

Ao tilintar d'água em pedras perseverante ensina-me a ritmar os soluços...
Meus olhos ainda que jorrando insistem em acompanhar seu  curso ruma ao abraço do mar.

Se há desperdícios voluntários de tantas águas... Por mim, se por tu...
Sei que à aridez da terra tomo-a, sacia-se silenciosa aproveitando até o sal.

Por nós, eles... Talvez por todos, o amanhecer continua lindo, e cada gota tem luz...
Reluz com renovo de esperança, de alma lavada o coração mergulhará  todos os dias no amor!

Valquíria Calado.






PONTE SOBRE MUITAS ÁGUAS...


Muito choveu em nossas vidas
Era  doce o gotejar na fértil terra do amor
Lá havia sementes que foram cuidadas com carinho.

Mas todo excesso mata...
As semente e os sonhos se perderam na correnteza brusca; 
no salobro das lágrimas e lamentos ignorados.

Hoje, depois da volta do sol não há frio
 Da terra fecunda brota riachos saciantes banhando-nos de paz!
Pontes de perdão, generosidade, tolerância e aceitação nos leva a seguir.

Ouço o cantar das águas jogado-se sem temor sobre as pedras
Dando-nos melodia doce, espuma branca, bandeira da paz.
Já não importa a tempestade passada,  auroras de luz invade-nos.

Assim como dia e noite , luz e trevas, doce e salgado, sorrisos e lágrimas 
o universo ensina-nos a mudar e adaptar-nos, crescer elevando-nos.
Não poderia eu mudar as estações, nem determinar mudanças.

Posso amar, e emanar de mim a luz que sacie.

Valquíria Calado