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Toques da morte, sentindo a vida



Ontem foi o dia em que toquei na morte, senti sua frieza e rigidez
Não posso afirmar se o que senti foi dor, o alívio ou torpor
Sei que toquei em suas mãos, e li toda uma vida,  riscada em linhas
desenhadas em curvas, memorizadas na vida, em outras vidas.
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Meditei sobre o que vivi, e sobre o que vale a pena viver
e como em ondas a vida me foi passando, desmanchando-se aos meus pés
Página por página, vi diante dos meus olhos, o viver, o significando  do viver
O tempo  resumindo-se naquela ampulheta que trago nas mãos, sem que eu pudesse reter.
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A cada significância desperdiçada, lá estava eu lamentando 
jurando o nunca ao meu coração que esperançoso,  virava o tempo  ponta cabeça
dava outra parcela de vida a morte que eu tecia com minhas mãos
Eram redes de ilusão, tempo puído sem restituição.
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A morte nos leva a pensar na vida como nenhuma outra coisa
nos faz medir, recalcular, centralizar ou somente conjugar, o eu e o tu nos tempos
passado, presente e futuro, chegando a mínima equação percebesse: não deu certo.
Poderíamos termos vivido com exatidão, escrito sem correção o amor sem essa divisão.
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A morte, é a resposta da vida que escolhemos, ou que nos fizeram escolher
sim, porque eu não posso garantir à vida a ninguém, mas poderia se fosse aceitável
colori-la  como o arco íris,  fazê-la deslizar em cores radiantes, suavemente.
É na perda que sentimos o valor do que temos, tínhamos, ou nunca voltaremos a ter.
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Diante da morte certos amores perdem seu significado, outros ganham importância
na morte nenhum deles se perde ou se ganha, tudo fica resumido ao que foi
um passado imperfeito torna-se vento, a dor sentida esvai-se...
Resta contabilizar quem de verdade amou, ou quem quis o coração enganar.
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A morte conversou  comigo, no meio do burburinho, em frente as lágrimas
ela me confidenciava das coisas que são plenas, profundas e eternas
Me dizia da vulgaridade que se faz de suas leis, do pouco e do muito que nega-se vivendo
Dos enganosos, que a todo custo esbanjam paixões, das sequelas e sequidões.
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Ela me falara do que é preciso pra viver feliz, da ausência de dores e dos verdadeiros amores
Me disse ainda, que viver é renuncia, é morte destilada, bebida gole por gole tomada
Emoções  confrontadas, vida e morte, ressurgindo na jornada, amor, dando e recebido
em metades iguais, pesado e medido, na troca das emoções que faz bem aos corações.
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A morte conversou  comigo, no meio do burburinho, em frente as lágrimas
ela me confidenciava das coisas que são plenas, profundas e eternas
Me dizia da vulgaridade que se faz de suas leis, do pouco e do muito que nega-se vivendo
Dos enganosos, que a todo custo esbanjam paixões, das sequelas e sequidões.
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Ela me falara do que é preciso pra viver feliz, da ausência de dores e dos verdadeiros amores
Me disse ainda, que viver é renuncia, é morte destilada, bebida gole por gole tomada
Emoções  confrontadas, vida e morte, ressurgindo na jornada, amor, dado e recebido
em metades iguais, pesado e medido, na troca das emoções que faz bem aos corações.
 .
valquíria calado

2 comentários:

manuel marques disse...

A morte tira toda a seriedade á vida...

Beijo meu.

mfc disse...

A morte apenas faz parte da vida... sendo o seu fim.
Nada mais!