Bem vindos!

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O poetar se faz árido
Estarrecido busca aprofundar as raízes.

Quase nada de si é cor, 
desbota-se as folhas ao vento...

Qualquer esforço em desabrochar é vã filosofia.
O adubo e a rega poética cessaram tornando-se deserto.

Tanto se quis semear, com anseio primaveril,
mas nada fecundo vingou sem amor.

Recolhidas foram as sementes desses campos estéreis.
Espera-se que com o tempo, o tempo propicie semear...

Valquíria Calado

4 comentários:

Mar Arável disse...

Também há estrelas no chão

Carla Fernanda disse...

Olá Valquíria!!

muito lindo!

Beijos

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Fazer poesia pode ser semear estrelas no chão fazendo-as reflectir no Céu.

Fazer poesia também pode ser colher a flor dos gritos em silêncio num pântano semeado de desamor.

Paz e Bem para si e os seus.

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Quando o poeta se cala, tudo se cala ao redor, não é mesmo? A esperança é que o solo do coração do poeta, por mais que pareça estar estéril, árido, no fundo ele tem uma reservinha de inspiração, e brota de novo. Porque a poesia é mais forte que a ervas daninhas. Parabéns, Valquíria. Beijosssss.