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Interrogando

Nos últimos tempos fiquei  intima da interrogação 
E como um anzol, ela me puxou e deu-me um abraço 
fixando-se  sem querer deixar-me.

Eu em tudo a vejo e em tudo a sinto
Mas ela é tão só quanto eu
Por mais que fale (e fala muito) não obtém respostas.

Vai tentando por diversos caminhos conhecer os desígnios
anda de um lado para outro dentro do peito
buscando conforto nas respostas omissas.

E em meio a tanta confusão volte-se para mim
 interroga-me sobre os sentidos
e a responsabilidade de ser feliz.

Aguça-me o olhar, interpela as extensões
acusa-me de ser sem jeito, carente
De  ser transparente e não invisível. 

Ensina-me a fazer perguntas e obter respostas
Quer que leia nas entrelinhas e não nas estrelinhas
os caminhos já escritos e descritos.

Me pergunta o que aprendi do passado
Digo que esqueci, que quis esquecer, para não sofrer
e que junto apaguei a lição que tinha de aprender.

Coloco a culpa nos idiomas diversos
que o coração ignora, que a mente limita
Mas a alma desobedece, desconhece barreiras...

Penso na possibilidade de não querer saber
de rejeitar as coordenadas deste meu viver
sem perguntas e respostas, amar sem querer saber.

Então uso as interrogações para puxar as estrelas
como numa pescaria mágica, recomponho um outro céu
Onde eu e você brincamos de criar estrelas...

valquíria calado 1/2012.

4 comentários:

Arnoldo Pimentel disse...

Muito lindo o poema, parabéns.Beijos

poetaeusou . . . disse...

*
Amig
visito-te com amizade,
carinho e respeito !
,
Gostei do Post, parabéns ! !
,
retornei e o meu regresso
tem as asas da boa vaga
esquecendo a onda amarga
tão triste no seu quebrar,
porém, é belo o seu trovar,
ecos fortes e salgados,
de Paz , “standarizada” !
Paz nos meus votos sagrados,
que aqui deixo, bem expresso !
,
conchinhas, muitas, para ti !
*

MARILENE disse...

As interrogações estão sempre em nossos caminhos. Nem sempre nos são benéficas, principalmente quando nos sentimos felizes. Mas como evitá-las, se, para tudo, há dois lados?

Bjs.

Lourdes disse...

Quem não tem interrogações nesta vida?
Gostei do poema.
Beijinhos
Lourdes